Esqueci de me viver

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  E eu me deixei novamente sem os encantos que me regia, transgredi bulhufas na própria verdade e dês-vivi o que sei quem sou. Esqueci, na esquina, o corpo baleado por encantos belos de um mundo sonhado e fui ogro, ou melhor, moleque. Deixei-me a vivência errônea de pensar como poucos e desfrutei da aptidão dos rasos. Perdi o tempo, esquecendo-me ao vento dos desassossegados e sofri o que me era uma perda, ou melhor, várias perdas.

  Esqueci minhas prioridades nos desejos e me quebrei em pedaços já lascados, me perdi. Deixei-me levar por nada, por condução alguma para lugar nenhum. Apenas esqueci-me de mim, de ti e de todos.





Desculpe blog, tu fazes parte de mim <3
Forgive me

Se estou pronto pra crescer?

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  Se estou pronto pra crescer? Já digo que cresci, que evolui nas bifurcações de sentimentos do peito e nos muitos sorrisos de dosagem melancólica estampados. Se estou pronto para virar um homem, antes de tudo já me digo que sou. Que já me fiz coisas tantas que um poderia fazer-se, além dos sonhos, objetivos e realidades transcorridas nesses anos todos de experiências esvoaçantes.

  É, talvez não me tenha o tempo de antes para me ser o mesmo vadio sonhador, mas irá melhorar sendo-me um ativo sonhador. Tenho certeza, pois agora – ainda mais do que antes – há a certa exigência intrínseca e a consequência mais grave de não se ser mais inocente. É, o menino cresceu amadurecendo-se cada vez mais num homem com a discriminação dos erros de outrora para que não vigorem mais no futuro.
  E se eu estou pronto pra crescer? Poh, isto é balela. Eu já cresci.



“Cada dia temos novos rabiscos, aprendizados, 
contos e memórias que nos fazem de algum modo crescer;  
mesmo que alguns se acovardem usando esta ferramenta poderosa da experiência...” 
O que não é o meu caso

New year, really?

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Um ano novo é três pontinhos... [...]

  O ano é novo e as piadas são as mesmas. O ano é novo e o sentimento permanece intacto. O ano é novo e o sorriso alegre do menino que há dezoito anos mais atrás estava sendo erroneamente concebido pelos pais, continua o mesmo com sua arcada a mostra a torto e a brilho belo. Ah, como é bom ser-se criança e não temer nada, como é bom ser inocente, mas, o tempo passa. E passa numa forma ríspida para alguns que nele se congelam, mas, deixa suas marcas nos rostos amadurecidos de cada hoje e de cada amanhã. As coisas passam... Contudo, não me é motivo para no tempo querer voltar, pois o amanhã sempre será o melhor lugar. O lugar que podemos escrever novas coisas e fazer aquilo que talvez quiséssemos fazer num momento já passado. Um lugar incerto que depende de nossos atos...

  O ano é novo, mas é repleto de antiguidades que nos fazem um molde para com nossa realidade. Sem citar que também é sinônimo de novas metas e utopias. Novos testes. Um ano novo, assim como os outros, é-se acolhedor de nossas melhores relíquias que são as lembranças e nele, devemos em cada dia despejar mais gotas de amor. Um ano novo não deixa de ser um velho em momento cada passado e não nos faz mais capazes que outrora – mesmo que nos amadurecemos com o passar dele – sempre seremos aquilo que buscarmos e quisermos ser.



Não fiquemos aguardando os grandes momentos,
pois cada momento é tão grande por si só.

Vibe de fim de ano

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  Mandarei um salve à minha dor, agradecendo-a por estar por perto desta sequência “inacabável” de anos. E ao final, direi que já não me sei finalizar e dar acabamento para o que passou. Aliás, são tantas emoções. E destas tantas, não me desprendo nem um fio do cabelo quando o ano está para se extinguir, pelo contrário, deixo-as cintilarem mais no peito carregado de carência que me tenho.

  Ah, o drama, sim, o próprio. Estou com ele nesses finais quando me lembro das sandices dos choros, dos sonhos, sorrisos e vivências. O tempo passa e distribui suas saudades e despedidas com abraços amigos. O ano cessa com até logos que viram nunca mais por motivos diversos. O fim chega lembrando memórias sensíveis, tão boas quanto ruins de serem vividas e, no final, damos um abraço para recomeçar novos momentos que na verdade não têm fim... Tão fácil sofrer e continuar vivendo, o difícil é guardar as despedidas que vamos colecionando no nosso álbum da vida.



Não adianta. Fim de ano pra mim é sinônimo
de choro com pitadas alegres de boas lembranças. É drama.

O que falo, vivo-e-des-vivo

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  Eu falo-me de dores incessantes, talvez nem me sentidas. De cores sem iguais no fulo peito sonhador, que, podem ser-se até incolor. Falo-me de sentidos que não ignorar me devia, porém não me tenho tanta fidelidade assim. Falo-me de sentimentos que me corroem o âmago despindo sensibilidades diversas, mas nem me são sempre reais para com meu eu praticado.

  Escrevo-me e me encanto com palavras e sentidos meus sonhados. Meu mundo sofre-se somente em si, com todo o sentimento belo que queria ver-se nos demais. E, minhas letras enchem-me de sorrisos e melhoram minha utopia crédula, mas apenas preenchem-se na folha nova sem que se evolua o mundo com seus pesares. E, continuo aqui me sofrendo, vendo-me o raso cuspir no fundo e o fundo esquecer-se que é vivo e precisa sambar.

  Desligo-me da vida, (des)vivo quando os de superfície aflorada vêm querer-me algo. Desfruto-me de mim, do meu refúgio interno e de extrema fidelidade. Ajo profundo, vejo o fundo e, danço com o que está dentro do peito de tantos outros. Simples, sentimental, mas extremamente real.



O real e fiel dormem no peito com suas verdades.
O resto completa aquilo que realmente somos.
Sejamos mais racionalmente sentimentais e nós próprios.