Saudade não cura

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  Vivi de maneira incompleta a totalidade dos momentos que careciam o meu todo. Separei minha alegria e resguardei sentimentos mais que belos para momentos que me “convinham”. Larguei nas colunas do tempo o que me devia junto estar até os confins da eternidade.

  Saudade, uma vida não vivida ou reprimira por querelas quaisquer. Vácuo, vazio, dor, buraco, nada que havemos de viver novamente, mas teremos de lembrar continuamente... Emoção, solidão, negação, aprendizado, não há perdão e nunca há de haver nada que suprir possa o que lembrança tornou-se.

  Viva intensamente tudo e saiba quão grande é o valor deste todo, por mais simples que aparentar se possa, ele ainda é único e perfeitamente especial em cada momento passado e, jamais poderá ser revivido ou voltado. A saudade não cura, viva o aqui e o agora!



Now your pictures that you left behind
Are just memories of a different life
Some that made us laugh
Some that made us cry
One that made you have to say good bye
Always, Bon Jovi

Mudar para não mudar

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Eu vivo de refúgios
Colorindo dores
Destruindo pressupostos
E disseminando valores

Da boca a fora
Mudamos
Para não mudar
Evoluímos
Para estagnar
No nada
No não puro
No não pleno

Eu vivo
Desconstruindo pensamentos
Desmoronando conhecimentos
Para saber nossos erros
De sempre
Em frente
Ao retrocesso

Da boca a fora
Mudamos
Para não mudar
Evoluímos
Para estagnar
No nada
No não puro
No não pleno

Vivo descrendo em mitos
Contestando os dados
Urinando nos fatos
Tentando mudar
Para transformar
Reflexões em atos
Sentimentos em realidade
Construções em ilusões
Sabedoria em vida
Social em mentira

Mudamos
Para não mudar
Evoluímos
Para estagnar
No mesmo...



Sobre fazer mudanças e ver, que na verdade, não mudou. Sobre não mudar e achar que mudou. Contudo, também, sobre mudar e destruir as amarras que dizem serem as certas. Sobre ser você mesmo, sem o etnocentrismo imposto pelo social...

It’s evolution, baby!

Não me defina

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  O imprevisível definido com psicologia barata. O mistério desiludido sem fadas. O x resolvido à derivada. A nuvem guardada por dentro da garrafa. Tanta coisa desmembrada em nada.

  Não sou um livro, sou uma enciclopédia. Não sou meu ego, não sou socialmente repressor. Não sou pseudo, eu sou um amor.

  Não me toque com seu doce nada. Não me minta com seu conhecimento de fila de supermercado. Não me defina com sua psicologia barata. Não sou o que pensas, não sou o que achas quem sou, porque, eu apenas sou o que me sinto e sei ser.



You know nothing, Jon Snow.
GoT

Putrid Love

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Beije-me forte
Antes que eu te mande pro inferno
Beije-me fraco
Antes de ir à merda

Havia amor, em mim
Havia dor, aqui
Havia vida, por mim
Nojento

Você me dá náusea
Não é animal
Não é nada!

Cuspiu na minha boca e dormiu na minha cama 
Tendo estado ao mesmo tempo em outras

Diz que há algo e me faz um afago
Seu amor é plástico
Sua flor de plástico

Você não passa de nada
Chega!
Eu não sou mais seu passatempo preferido
Vá!

Tenho escolha, sou determinado
Não sou um escravo da sua podridão
Do seu amor pútrido

Não te quero mais
Nunca quis alguém sujo
Você fede e eu vomito.

Não me toque
Não me beije
Não diga meu nome
Não apareça
Não brilhe
Não minta
Não quero seu amor pútrido

Apenas corra
Pra longe de mim
Kiss me hard
Before I send you to hell
Kiss me weak
Before you going to shit

There was love, in me
There was pain, here
There was life, for me
Disgusting

You give me nausea
Is not an animal
It’s nothing!

Spited in my mouth and slept in my bed
Having been at the same time in others

Says there is something and make me a cuddle Your love is a plastic
Your plastic flower

You’re just nothing
Enough!
I'm not more your favorite pastime
Go!

I have a choice, I am determined
I'm not a slave to his rot
Of its putrid love

I do not want you anymore
Never wanted someone dirty
You stink and I vomit.

Don’t touch me
Don’t Kiss me
Dont’ say my name
Not appear
Not shine
Don’t lie
I do not want your putrid love

Just run
Away from me

Vivo e dolorido

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  E eu tento mentir-me e falto com a coragem de me ser. Destruo meu jus no próprio destom de não veranear o que digo. Consigo ser meu próprio maluco e transcorrer minha própria beleza sentida no ralo do desassossego do não feito. Desapego de tudo apegando-se na penumbra, no vazio, na solidão que me deixa sorrir a fel da alegria não sentida. A felicidade vive dolorida por criações desnecessárias numa simbiose ímpar do não relevante e do importante. 

  Blindado, desmatado por dentro. Mascarado, desmoronado no peito. Frio, sensível ao vento. Sem sorrisos, mas colorido por sentimentos. Retalhado, mas jamais descompassado. Vivido e dolorido. Mentido e desiludido. Vagando por farsas estatutárias, por veneno antigo, por retrocesso em tempo cronologicamente evolutivo, por nada querendo ser tudo. 

  Uma alusão há ser sabida, uma difusão há desconstrução de correntes pútridas de linhagens de pensamentos murrinhas, um confronto intrínseco por saber nada de si, uma mistificação trabalhada na desilusão querida mas não vivida, uma dor que se vive por apenas viver e dorme por apenas estar fadada à isso. Algo que não sabe nada sobre viver e que “vive” dizendo que vida é x ou y, que desvive e fuzila sua própria essência em repressão social e acha que é vida. Uma dor que cega todos, que vive dos outros, que machuca a si própria e que vive conceituando vida como algo que tem que ter formato. Um nada querendo ser tudo, um natural dito não normal, uma mentira dita verdade e uma revolução intrínseca por querer ser um idiota e viver na “normalidade”.
  
Eu estive esperando por um longo tempo
Esse momento chegar
Estou destinado
A nada... Mesmo.
...
Ninguém pode me tocar agora
Eu não posso voltar atrás
É muito tarde, pronto ou não

Eu estou mais perto que
Eu nunca saberia...
Acorde!
Green Day, Waiting


Esse texto é sobre não ser alienado e querer e não ser. É uma luta interna e externa, uma confusão, uma balbúrdia própria que respinga em tudo. Uma revolução íntima que grita o importante, mas um pingo de querer voltar atrás. É algo que é despertado de dentro, que não tem volta, que só vai... Que acorda.