Mudar para não mudar

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Eu vivo de refúgios
Colorindo dores
Destruindo pressupostos
E disseminando valores

Da boca a fora
Mudamos
Para não mudar
Evoluímos
Para estagnar
No nada
No não puro
No não pleno

Eu vivo
Desconstruindo pensamentos
Desmoronando conhecimentos
Para saber nossos erros
De sempre
Em frente
Ao retrocesso

Da boca a fora
Mudamos
Para não mudar
Evoluímos
Para estagnar
No nada
No não puro
No não pleno

Vivo descrendo em mitos
Contestando os dados
Urinando nos fatos
Tentando mudar
Para transformar
Reflexões em atos
Sentimentos em realidade
Construções em ilusões
Sabedoria em vida
Social em mentira

Mudamos
Para não mudar
Evoluímos
Para estagnar
No mesmo...



Sobre fazer mudanças e ver, que na verdade, não mudou. Sobre não mudar e achar que mudou. Contudo, também, sobre mudar e destruir as amarras que dizem serem as certas. Sobre ser você mesmo, sem o etnocentrismo imposto pelo social...

It’s evolution, baby!

Não me defina

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  O imprevisível definido com psicologia barata. O mistério desiludido sem fadas. O x resolvido à derivada. A nuvem guardada por dentro da garrafa. Tanta coisa desmembrada em nada.

  Não sou um livro, sou uma enciclopédia. Não sou meu ego, não sou socialmente repressor. Não sou pseudo, eu sou um amor.

  Não me toque com seu doce nada. Não me minta com seu conhecimento de fila de supermercado. Não me defina com sua psicologia barata. Não sou o que pensas, não sou o que achas quem sou, porque, eu apenas sou o que me sinto e sei ser.



You know nothing, Jon Snow.
GoT

Putrid Love

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Beije-me forte
Antes que eu te mande pro inferno
Beije-me fraco
Antes de ir à merda

Havia amor, em mim
Havia dor, aqui
Havia vida, por mim
Nojento

Você me dá náusea
Não é animal
Não é nada!

Cuspiu na minha boca e dormiu na minha cama 
Tendo estado ao mesmo tempo em outras

Diz que há algo e me faz um afago
Seu amor é plástico
Sua flor de plástico

Você não passa de nada
Chega!
Eu não sou mais seu passatempo preferido
Vá!

Tenho escolha, sou determinado
Não sou um escravo da sua podridão
Do seu amor pútrido

Não te quero mais
Nunca quis alguém sujo
Você fede e eu vomito.

Não me toque
Não me beije
Não diga meu nome
Não apareça
Não brilhe
Não minta
Não quero seu amor pútrido

Apenas corra
Pra longe de mim
Kiss me hard
Before I send you to hell
Kiss me weak
Before you going to shit

There was love, in me
There was pain, here
There was life, for me
Disgusting

You give me nausea
Is not an animal
It’s nothing!

Spited in my mouth and slept in my bed
Having been at the same time in others

Says there is something and make me a cuddle Your love is a plastic
Your plastic flower

You’re just nothing
Enough!
I'm not more your favorite pastime
Go!

I have a choice, I am determined
I'm not a slave to his rot
Of its putrid love

I do not want you anymore
Never wanted someone dirty
You stink and I vomit.

Don’t touch me
Don’t Kiss me
Dont’ say my name
Not appear
Not shine
Don’t lie
I do not want your putrid love

Just run
Away from me

Vivo e dolorido

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  E eu tento mentir-me e falto com a coragem de me ser. Destruo meu jus no próprio destom de não veranear o que digo. Consigo ser meu próprio maluco e transcorrer minha própria beleza sentida no ralo do desassossego do não feito. Desapego de tudo apegando-se na penumbra, no vazio, na solidão que me deixa sorrir a fel da alegria não sentida. A felicidade vive dolorida por criações desnecessárias numa simbiose ímpar do não relevante e do importante. 

  Blindado, desmatado por dentro. Mascarado, desmoronado no peito. Frio, sensível ao vento. Sem sorrisos, mas colorido por sentimentos. Retalhado, mas jamais descompassado. Vivido e dolorido. Mentido e desiludido. Vagando por farsas estatutárias, por veneno antigo, por retrocesso em tempo cronologicamente evolutivo, por nada querendo ser tudo. 

  Uma alusão há ser sabida, uma difusão há desconstrução de correntes pútridas de linhagens de pensamentos murrinhas, um confronto intrínseco por saber nada de si, uma mistificação trabalhada na desilusão querida mas não vivida, uma dor que se vive por apenas viver e dorme por apenas estar fadada à isso. Algo que não sabe nada sobre viver e que “vive” dizendo que vida é x ou y, que desvive e fuzila sua própria essência em repressão social e acha que é vida. Uma dor que cega todos, que vive dos outros, que machuca a si própria e que vive conceituando vida como algo que tem que ter formato. Um nada querendo ser tudo, um natural dito não normal, uma mentira dita verdade e uma revolução intrínseca por querer ser um idiota e viver na “normalidade”.
  
Eu estive esperando por um longo tempo
Esse momento chegar
Estou destinado
A nada... Mesmo.
...
Ninguém pode me tocar agora
Eu não posso voltar atrás
É muito tarde, pronto ou não

Eu estou mais perto que
Eu nunca saberia...
Acorde!
Green Day, Waiting


Esse texto é sobre não ser alienado e querer e não ser. É uma luta interna e externa, uma confusão, uma balbúrdia própria que respinga em tudo. Uma revolução íntima que grita o importante, mas um pingo de querer voltar atrás. É algo que é despertado de dentro, que não tem volta, que só vai... Que acorda.

Faltei-me - Missed me

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Faltei comigo
Me feri
Sozinho
Desgraçado na minha própria
Vergonha

Faltei comigo
Sendo o que me creio
Não ser
Sozinho
Destruindo a construção do meu
Sentido

Faltei comigo
Cuspindo na minha dor própria
Sozinho
Depenando as pétalas do meu
Sentimento

Faltei-me
Exagerando-me
Em nada
Sonhando-me
Em círculos
Vomitando
Na minha própria
Prisão

Queria acreditar
Em anjos
E ser, nada mais
Que um cego
No meu próprio
Vazio

Faltei-me
Exagerando-me
Em nada
Sonhando-me
Em círculos
Vomitando
Na minha própria
Prisão

Queria ser pseudo-amor
Grudado na superfície
Da ilusão
Amando meu próprio
Furacão sem vento

Faltei-me
Exagerando-me
Em nada
Sonhando-me
Em círculos
Vomitando
Na minha própria
Prisão

Queria ser pseudo-tudo
Uma mentira
Tão grande quanto
A humanidade
Unido no mantra
Pútrido de cada dia
E na oração pregada
Em pecados falsos
Em sorrisos macabros

Faltei-me
Exagerando-me
Em nada
Sonhando-me
Em círculos

Queria acreditar
Em dragões
E ser um homem melhor
Que um desejo
No meu próprio
Sentimento

Queria ser pseudo-amor
Grudado na superfície
Da ilusão
Amando meu próprio
Furacão sem vento

Queria ser pseudo-tudo
Um normal
Uma mentira
Tão grande quanto
A humanidade
Unido no mantra
Pútrido de cada dia
E na oração pregada
Em pecados falsos
Em sorrisos macabros

Um mentiroso
Unido com o desimportante
Importante
Por de trás da máscara
Por de trás do dito não feito

Faltei-me
Exagerando-me
Em nada
Sonhando-me
Apenas sonhando
Na consciência da consequência
Fazendo viver

Florescido...
Missed with me
Hurt me
Alone
Wretched in my own
Shame

Missed with me
Being what I believe
Is not be
Alone
Destroying the construction of my
Sense

Missed with me
Spitting in my own pain
Alone
Plucking the petals of my
Feeling

Missed me
Exaggerating me
In nothing
Dreaming me
In circles
Vomiting
In my own
Prison

I wanted to believe
In angels
And be nothing more
That a blind
In my own
Void

Missed me
Exaggerating me
In nothing
Dreaming me
In circles
Vomiting
In my own
Prison

Wanted to be pseudo-love
Stucked to the surface
Of the illusion
Loving my own
Hurricane windless

Missed me
Exaggerating me
In nothing
Dreaming me
In circles
Vomiting
In my own
Prison

I wanted to be pseudo-everything
A lie
As large as
The humanity
Kingdom in the mantra
Putrid of each day
And in prayer preached
In sins false
In smiles macabre

Missed me
Exaggerating me
In nothing
Dreaming me
In circles

I wanted to believe
In dragons
And be a better man
That a wish
In my own
Feeling

Wanted to be pseudo-love
Stucked to the surface
Of the illusion
Loving my own
Hurricane windless

I wanted to be pseudo-everything
A normal
A lie
As large as
The humanity
Kingdom in the mantra
Putrid of each day
And in prayer preached
In sins false
In smiles macabre

A liar
Kingdom with the unimportant
Important
Behind the mask
Behind the said not done

Missed me
Exaggerating me
In nothing
Dreaming me
Just dreaming
In the consciousness of the result
Doing live

Flowered…



Esta poesia musical retrata uma luta interna de alguém que tem tantos sonhos e que sabe que eles não são sadios. Mostra uma ideia de estar preso no seu próprio nada, na sua própria prisão e faltar em se viver de modo consciente e agora, sabendo então que por tudo que está “vivendo” na verdade é o seu “não viver”, até enfim florescer... Desapegar... E também, traz ao longo das linhas sentidos amplos de interpretações como viver cego e não viver, ser normal com o social e não natural, logo um mentiroso vendo o desimportante como importante e vai-e-vem... Muitas coisas :)