Permita-se...

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  Travo-me em te roubar a mim. Corroí-me vontades jamais vistas, mas engolfo de triste modo. Quero-te de forma que me permitas tocar-te. Mantenho em proteção o que grito dia a mais dia ao âmago, amar-te não é segredo, sofrer também não. Mas por que não tentas de vez? Venha-me, preencha-me; encaixa-te propriamente no querer que me sinto e logo vivemo-nos o que utopia a mim é. Permita-se... Deixe adentrar-me seu íntimo e florir o que se tiver por perto, colorir decerto o que aguarda tons. Liberte-me em ti, deixe-me em ti, guarda-me em ti, queira-me em ti, abra-te a mim. Permita-se...



Open your heart,
I'm coming home...
Hey you, Pink Floyd

Penso em ti (all the days)

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  Neguei-te em mim, tentei-me matar-te das minhas profundezas ou apenas me fazer com que te esquecesse, não consegui. Jamais correu a mim que algo assim em dias fosse ser o princípio dos meus pensamentos, sonhos e querências. Estranho, mas é.

  Sem fôlego, digo-te que não saber não faz parte do meu ser e, sinto-me em ti assim como tu em mim. Como nunca antes em pessoa alguma senti, amo-te tanto que não me sei mais o que dizer, e só permaneço a esperar-te aqui e, por vezes, próximo aos braços tentar ter-te. No final, resta-me o pensar em ti todos os dias, afinal, há esperanças ao amor.



“Remember I'll always be true and
all my loving I will send to you”
All My Loving, The Beatles

O momento de continuar

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  Pausar, a quê momento parar? Recomeçar, a quê momento tentar viver novamente?

  És-me sensato falar o que dói de fato aqui: vivemos e sofremos, mas continuamos. Acreditar em recomeço e mudança, torna-se fulo a ponto da credulidade da cura. Temos ações após ações e infinitamente teremos isto.

  Não há cura, recomeço e mudança; há um esquecimento momentâneo, continuação e aprendizado. Nunca nada mudará o que já fizeste, mas não seja por isto que por si pare, continue... Cresça... Melhore.

  O que a vida muni-se para conosco é o que sentimos quando perdemos alguém ou encontramos. A dor jamais esquecida será, ela fará-se não lembrada por um tempo, mas por acasos une-se em laços presentes e, o riso e o choro acontecem. O momento de continuar é viver e ter as emoções da vida, o “para sempre” é perpétuo em pensamento.



“O próprio viver é morrer, 
porque não temos um dia a mais na vida que 
não tenhamos nisso, um a menos nela.” Fernando Pessoa

Pequenos gestos que fazem a diferença

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  Traça-se uma linha que dificulta o fácil. Em mãos tem a pequena coisa que quer, mas não sabe onde está. Amor? Dúbio. Vive-se em prol do que se almeja da “boca para fora”, tira-se a importância ou não a dá àquilo que realmente merece. Diríamos que com indiferença trata-se o que deveria ter ênfase. Mas, por quê?

  Aos olhos soa simples, o “cabuloso” é a prática: vamos em busca do difícil, do que não temos. Luta-se anos – contra o ego – para perceber que o pequeno também é bom e lhe faz crescer. Iludem-se com o que não têm, acham que precisam de muito mais. Ambição os guia.

  Mas no momento que então perceberem, valorizados serão aqueles pequenos e verdadeiros gestos. Tão simples de se ver, porém tão demorados de compreender. Olhar à volta e dar importância aos que merecem não faz algo sucumbir e sim, a diferença predominar.



Um texto que fiz em aula.

Una carta de amor

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  Guardo-te mundos de romances percorridos em linhas bem-escritas, és-me algo maior que o fervor de paixonites adolescentes. Sucumbo em brandos latidos mudos de amar-lhe. Sei-me bem quem és tu pessoa desconhecida, admiro-lhe. Mas porque não vem a mim de vez?



                                                                        Where are you and who are you, 
                                                                               my loving?